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Entrevista

Entrevista

1 – Que atitudes os pais precisam ter para construir uma boa relação com seus filhos?
R) Bem, Taís. Primeiramente os pais devem estar próximos aos filhos, de maneira que eles queiram e gostem de trocar confidências e desabafos.
E isto é um comportamento que é construído ao longo do relacionamento pais e filhos desde a mais tenra idade.
Mas é preciso também que os filhos respeitem os pais, escutem o que dizem, e entendam que é preciso obedecer, mas lógico que uma relação flexível com limites, onde se é permitido questionar.

2 – Como impor limites sem prejudicar a relação entre pais e filhos?
R) Os limites são superimportantes para a saúde emocional dos filhos.
E sempre que necessário é preciso impor limites, para que a criança tenha critérios e saiba até onde pode ir. Agora, lógico que tudo isso num clima de amor. Porque quem ama educa.
Dessa forma os filhos costumam aceitar os limites sem nenhum arranhão na sua r elação com os pais, pois sabem que estes os amam e querem o melhor para eles.
Lógico, que algumas crianças com personalidade mais forte vão tentar ultrapassar os limites com a famosa pirraça ou chantagem emocional.
Mas, tudo isso é bem fácil de ser resolvido com pais saudáveis que buscam o diálogo e o amor nessa relação.

3 – Como administrar melhor o pouco tempo que os pais ficam com os filhos por causa da correria do dia a dia, trabalho e múltiplas tarefas que precisa desempenhar diariamente?
R) Bem, os filhos de pais modernos já estão adaptados a esta vida corrida dos pais, inclusive mesmo a vida dos pequenos, diga-se de passagem, também se costuma ser bem corrida.
É importante frisar que quando priorizamos uma relação, encontramos tempo para ela. Lógico, que já sabemos que o mais importante na relação pais e filhos é a qualidade, é preciso ter qualidade de relacionamento.
De nada adianta quantidade se não se está presente na relação com os filhos.
Agora lógico que é preciso separar um tempinho do seu dia, nos finais de semana para curti-los.
Pois quando se gosta quer se estar junto.

4 – Uma mudança de atitude dos pais pode tornar o filho mais saudável? A criança pode adoecer menos?
R) Com certeza. Por isso, na maioria das vezes é muito mais importante a saúde emocional dos pais do que dos filhos.
Pois se os pais estão saudáveis terão filhos saudáveis, que com certeza adoecem menos, mas se ao contrário tiverem adoecido, as crianças são como esponjas e reproduzem problemas no lar.
Pequenas mudanças podem ser muito positivas, como se achegar mais aos filhos, brincar mais com eles, conversar, mais carinho e muitas vezes mais limites são necessários e promovem mudanças fantásticas nos pequenos.

5 – Muitas vezes a criança já deixou de ser bebê, mas continua querendo ser tratada como um bebê. Como fazer essa difícil transição? Qual a atitude mais recomendada neste caso?
R) Se uma criança já numa faixa etária e tem comportamentos como se um bebezinho fosse, esta criança está regredida e algo em casa está acontecendo, geralmente crianças muito paparicadas ou super protegidas, crianças maiores que são tratadas como bebês pelos pais passam a ter comportamentos regredidos, isto também é observado no nascimento do segundo filho, onde é mais vantajoso permanecer como bebê e ter mais atenção dos pais.
Bem, é preciso estimular a criança a crescer, mostrar o quanto é vantajoso já saber comer sozinha, andar sozinha, fazer xixi sozinha e estimular e valorizar a criança para isso.
Agora, se esses comportamentos regredidos persistirem, então é necessário encaminhar essa criança para uma psicoterapia infantil.

6 – O mesmo acontece na adolescência, quando o adolescente quer continuar sendo criança, fazer coisas de adulto, mas sem a responsabilidade de um adulto. Co mo agir neste caso?
R) Sim. Muitas vezes meninas e meninos chegam a adolescência ainda muito imaturos, e é preciso estimular a sua maturidade.
Já que essa transição de criança a adolescente não é nada fácil, lidar com um novo mundo, de mais liberdade, o que gera mais insegurança e muitas vezes até depressão.
É só estimular o adolescente a crescer de maneira saudável e gostar de ser inserido no mundo adulto. Não acontecendo isso ou sendo muito difícil essa transição é sinal de que esse ou essa adolescente necessita de uma psicoterapia.

7 – Quais os conflitos mais comuns entre mães e filhos atendidos em seu consultório? Como evitá-los?
R) O complicado falar o mais comuns, porque os conflitos são os mais variados. Mas vamos lá: Conflitos de falta de diálogo, dificuldades de imposição de limites, dificuldades de começar a soltar os filhos na adolescência, dificuldades de lidar com segundo casamento dos pais, lidar com padrasto, madrasta, filhos do padrasto, filhos da madrasta, etc…

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